12/02/2017

Oceano das incertezas


E lá se vai um ano que eu escolhi viver aquela que seria (e continua sendo) uma das experiência mais profundas da minha vida...

O grande início se deu quando senti uma grande alegria e vontade de conhecer melhor o primeiro país que visitei. O ano era 2015 e o desejo de descobrir aquele lugar fez com que no mesmo ano eu voltasse por mais tempo – três meses (os permitido pelo visto).

Viver em Lisboa me fez experienciar momentos intensos de muita alegria, descobertas e a certeza de que aquele período era pouco, diante de tudo o que estava acontecendo... Desejo de permanecer, tristeza por ter que partir e deixar para traz o que estava nascendo, medo do que viria pela frente, medo do que deixei para trás... Um turbilhão de incertezas e sentimentos vivenciados com muita intensidade.

Não estava sozinha nessa história, existia alguém – que ditava a urgência para o retorno e o ritmo da minha angustia e ansiedade.
Um mês, dois, três... seis... nove meses. E o que foi iniciado aqui em Lisboa chegava ao fim, de uma maneira cuidadosa e como de costume - prática e racional.
Mais uma vez me permiti a viver todos os sentimentos que afloravam – raiva, injustiça, rejeição, medo, culpa, frustração...
Mas pouco a pouco, lágrima a lágrima o “luto” foi dando espaço ao respeito, a compaixão, a aceitação e uma vontade grande de seguir adiante no meu sonho, dessa vez sozinha (o que foi essencial no processo de autorealização, autorresponsabilidade e cura!).

Segui firmemente os passos que havia planejado e parti para Itália, isso porque para eu voltar legalmente para a Europa tinha que reconhecer minha cidadania deixada como herança pelos meus avós paternos.

Nunca imaginei conhecer lugares que via apenas nos livros de histórias e nas aulas de geografia.
Num piscar de olhos estava eu saboreando os gelatos de Firenze; tentando o melhor ângulo para fotografar a Torre de Pisa; perdida nas ruelas etruscas de Lucca; desbravando a Ilha de Elba e os locais onde Napoleão passou enquanto ficou exilado; explorando atentamente o Museu da Ferrari, com os olhos do meu pai (um Ferrarista roxo); deliciando a gastronomia de Bologna; me encantando com Veneza e seus canais que cortam a cidade de uma forma poética; conhecendo Treviso, a cidade em que meus avós e meu pai viveram na infância e tentando imaginar por onde eles já tinham passado; surpreendendo-me com Roma e toda a sua carga energética fruto de uma historia de batalhas e conquistas e por fim, me emocionando profundamente com o Vaticano e a missa que assisti (completamente por acaso) do Papa Francisco.

Um presente atrás do outro!     
                                                  
Chega o dia do meu “nascimento italiano”. Segurar o meu bilhete de identidade foi uma conquista que eu nem imaginava que teria.
Senti uma enorme gratidão pelos meus avós paternos – Dona Ada e senhor Giacomo Gasparro. Infelizmente não tivemos tempo nem oportunidade de vivermos uma relação próxima, mas naquele instante a única coisa que senti vontade foi de emanar muita luz a eles.

1 mês e 18 dias na Itália, chegava a hora de seguir viagem e aterrissar novamente em solos portugueses.
Já em Lisboa mais oportunidades de autoconhecimento e encontros com pessoas especiais – mestres que surgem em nossos caminhos para nos ensinar.

Descrevendo assim até parece que a jornada foi toda cor de rosa e simples...
Não se engane, houve alguns momentos de escuridão e profundos questionamentos, incluindo a dúvida em relação a viver aqui.

O primeiro que identifico como mestre e agradeço pelos momentos em que nos cruzamos é o motorista do ônibus 706, aquele em que eu voltava diariamente durante as duas semanas em que tentei trabalhar em um call center.  O senhor sempre me recebia com um sorriso no rosto transmitindo satisfação de estar onde estava.

Tive o prazer de conhecer o Fernando, um colega de formação no call center, ex pastor e um senhor calmo que durante os momentos em que tivemos juntos me encorajava a tentar mais um pouco – “Podemos fazer isso Liz, aliás podemos tudo o que quisermos...”

E, inspirada nele, senti que ali não era o meu lugar e parti sem rumo, em busca de qualquer outro trabalho.
Nessa altura minha reserva financeira já entrava no vermelho e a angustia tomou conta de mim... 
E mais questionamentos:
Será mesmo que é para eu ficar aqui?
Será que fiz a coisa certa?
Do que adiantou todo esforço?
E outras tantas perguntas que me tiraram o sono e a paz.

Eis que surge A oportunidade de trabalhar em uma loja que eu adoro e é a minha cara – a Natura, com roupas alternativas, incensos e artigos indianos. 
Fui a uma entrevista, voltei para um segundo papo e até assinei o contrato.
“Dessa vez vai...” pensei eu.
  E... Não foi.

No dia seguinte recebo a notícia que a empresa negou minha contratação por motivos burocráticos.
Volto à estaca zero com os infinitos questionamentos que ressurgem com mais intensidade.
Medo da escassez, vergonha de cogitar um retorno para casa, raiva, sentimento de injustiça e uma conversa muito franca com Deus:

“Eu entrego os pontos... Entrego-me à vontade do propósito divino! 
Deixo tudo o que acredito ser o melhor para mim para entregar-me ao fluxo da vida!
Mostrem-me o caminho... 
Conduzam-me a partir de hoje! 
Eu me rendo, deixo de lado o meu controle e entrego-me por inteira!”.
E em meio a muita emoção, adormeço...

Dia renasce e com ele um sinal.
A Maria, a senhora que me acolheu tão amorosamente em sua casa, comenta sobre uma senhorinha que fraturou a bacia e necessita de cuidados durante o dia.

“Liza, enquanto está procurando emprego, pensei que pudesse fazer companhia para a senhorinha e ainda receber um dinheirinho, o que acha?”
Em meio a pensamentos orgulhosos e egóicos respondi que seria um prazer ajudar.
E em uma sexta-feira chuvosa e fria acontece o primeiro encontro com a Dona Maria Amélia, ex-professora de surdos-mudos, de 79 anos.

Sensação de alegria, bem-estar, serenidade, compaixão, amor e paz invadiram meu Ser e a empatia foi imediata.
Senti que esse encontro era a resposta do universo à minha oração do dia anterior!
Foram apenas cinco dias de convívio, de cuidados e companhia.
Tempo suficiente para eu entender o recado da Vida.

“Aqui você pode descansar, como se estivesse em um oásis. 
Aqui você ficará o tempo necessário para beber água, refrescar-se em uma sombra e conectar-se com o que há de mais puro, verdadeiro e profundo.
Seja muito bem-vinda!”

Agradeço todos os dias pelo presente que recebi. Dona Maria Amélia, com aquele jeitinho terno e fala mansa e amorosa acolheu-me e ensinou-me a entregar e a confiar por completo na providencia Divina.

“Minha menina, tudo tem seu tempo. Acredite!” - Me encorajava dia a dia mesmo estando em sua cama extremamente limitada e com dores.
Se ela reclamava? Nenhum dia se quer ouvi algum tipo de queixa, resistência ou questionamento do porquê ela estar ali.
Mais uma vez eu era convidada a refletir sobre minha vida e meus últimos descontentamentos e desconfianças.

Mestre Maria Amélia, aquela que me convidou a ampliar a visão (física e etérea) frente às situações desafiantes da vida. Ensinou-me, pacientemente, como uma professora amorosa e dedicada que é, como a vida fica mais leve quando nos entregamos e confiamos no Universo.

E assim os meus dias ficaram realmente mais serenos e leves.
Era um prazer cuidar e ser cuidada por ela.

Até o dia em que ela me deu um presente, segundo ela algo que eu pudesse lembrar quando não estivéssemos mais juntas (como se precisasse de algo).
Com a voz serena de sempre, Dona Maria Amélia pediu para eu ir até sua escrivaninha buscar uma imagem de Santo Antônio.
Mesmo eu não sendo católica, aceitei de coração o presente e a oração emocionante que ela me ofereceu:

“Deus, permita que através de Santo Antônio, a minha Lili possa ser agraciada por um bom emprego. Cuide sempre dessa menina, que foi um anjinho colocado em minha vida, um ser especial. Proteja-a sempre, amém!”

Em meio a muita emoção, nos abraçamos e eu só conseguia agradecer pelo encontro e pelo amor incondicional que sentíamos uma pela outra.

Dia seguinte fui à entrevista em uma importante instituição sociocultural portuguesa e o resultado foi o convite para contribuir com a sua importante missão!

Um SIM! Chegou o tão esperado e merecido SIM, carregado de emoção e compreendendo as demais negativas que me trouxeram até aqui.

E os pequenos-grandes milagres do mistério que é a Vida não param por aqui...
Para o meu espanto, em meu primeiro dia de trabalho, à caminho da Chapitô a placa da rua me chama atenção – o endereço é:

Rua O Milagre de Santo Antônio.
Silenciei-me e agradeci...

Para os que chegaram até aqui na leitura e por algum motivo são céticos, os convido a experimentar entregar-se à Vida e a todos os seus mistérios e incertezas.

Somos muito pequenos para achar que sabemos o que é melhor para nós.
Nossa pequeneza nos limita a entender os verdadeiros motivos pelos quais enfrentamos as situações desafiantes.

O quanto você é capaz de despir-se de tudo o que ACHA que é bom?

Além de todos os aprendizados, compreendi que posso e devo continuar fazendo a minha parte, o que depende de mim, mas entre o fazer e o acontecer há uma lacuna, um vazio enorme onde convivem a incerteza, a confiança e o mistério.

Que tal aceitar o convite da Vida para navegar no oceano das incertezas?

Acreditem meus queridos, por mais difícil que seja a decisão de embarcar nessa viagem, as paisagens são surpreendentemente especiais, multicoloridas, inspiradoras e o melhor...
INIMAGINÁVEIS, já que somos pequenos!


Continua.


08/03/2016

Celebremos o Sagrado Feminino, nesse Dia da Mulher!



Sagrada Força Feminina te saúdo e sinto tua presença se manifestando em meu Ser

"Através de meus pensamentos, palavras e ações.
Deixo que a Divina presença da Mãe me oriente com sua infinita sabedoria.
Ela está chegando, sinto sua dança!
Ela está falando, ouço sua canção de amor!
Ela está dentro e fora nas coisas mais simples e por isso perfeitas.

E seu templo sagrado é meu corpo de Mulher.
Seu pensamento agora é meu pensamento.

O mundo que percebo é fruto da minha percepção de amor
E assim crio a minha realidade 

Saúdo a noite e honro minha Mãe Lua, suas sagradas fases comandam meu corpo de mulher.
E assim me preservo saudável e com meus ciclos femininos em perfeita harmonia.

Saúdo o mistério, e assim honro e preservo meu poder oculto.
Saúdo as forças da natureza para que a Mãe Terra me proteja.
Honro a terra onde piso, a água que bebo e o meu alimento.  

Conecto-me ao coração de Gaia e a sua proteção maternal.

E assim estou em perfeita sincronia com o Universo.
Em minha alma o Sagrado Feminino e o Sagrado Masculino se uniram em amor e êxtase.

A Deusa abençoa meu corpo com seus sagrados encantos.
E assim a beleza da minha alma se reflete em meu corpo feminino. 
Da minha mente fluem os pensamentos e a criatividade
que fazem minha existência ser especial e singular.

Preservo meu coração limpo e leve como uma pena.
E assim me permito ser livre e feliz para sempre."


E que assim seja!




21/01/2016

Sobre escolher amar uma mulher desperta



Quando as mulheres reafirmam seu relacionamento com a natureza selvagem, elas recebem o dom de dispor de uma observadora interna permanente, uma sábia, uma visionária, um oráculo, uma inspiradora, uma intuitiva, uma criadora, uma inventora e ouvinte que guia, sugere e estimula uma vida vibrante nos mundos interior e exterior. 

Lindo texto sobre nós, mulheres que disseram SIM para o despertar e para a sua essência selvagem.

Se escolher amar uma mulher desperta, entenda que estará entrando em um território novo, radical e exigente. 
Se escolher amar uma mulher desperta não poderá continuar adormecido.
Se escolher amar uma mulher desperta cada parte da sua alma será despertada, não apenas seus órgãos sexuais, mas também seu coração. Mas, se pretende uma vida normal, siga com uma mulher normal.
Se deseja uma vida dócil, encontre uma mulher que decidiu ser submissa. 
Se deseja apenas mergulhar o dedo do pé nas águas que correm de Shakti, mantenha-se com uma mulher correta, que ainda não mergulhou na fúria do oceano sagrado feminino. 

É fácil amar uma mulher que ainda não ativou seus poderes sagrados internos, porque ela nada exigirá. Ela não te porá à prova. 
Ela não exigirá que te tornes o mais alto Ser que podes ser.
Ela não acordará as partes esquecidas e anestesiadas do seu espírito pedindo que se lembre que há mais possibilidades de vida do que isso.
Ela não olhará fundo em seus olhos cansados e enviar raios de Verdade através do seu corpo, balançando-o acordado e sacudindo seus desejos perdidos há muito dentro de você.

Se isso não for suficiente para você - se o seu coração, corpo e espírito anseiam pela "Outra Mulher" - então deve saber que está prestes a transformar a alma. Deve saber que está fazendo uma escolha séria com consequências cármicas. Pois, se decidir adentrar a aura e o corpo de uma mulher cujo fogo espiritual está queimando, então saiba que estas ansiando por um certo nível de risco e perigo, com o propósito de crescer. 

Uma vez que começa a amar uma mulher dessa natureza você deve aceitar a responsabilidade.
Sua vida não será mais confortavelmente sonolenta o tempo todo. Sua vida não permitirá que fique preso aos velhos sulcos e rotinas estagnadas, pois ela - A Vida - assumirá radicalmente novo sabor e aroma.
Você será inflamado pela presença do selvagem feminino e irá sintonizar-se com o chamado Divino.

A escolha de ser sexualmente e amorosamente íntimo de uma mulher desperta, é para os homens que precisam de coragem para caminhar sem medo do desconhecido. Mas esse homem, vai colher recompensas além da compreensão da sua mente. Ela o levará a mundos desconhecidos de mistério e magia. Ela vai levá-lo hipnotizado e meio entorpecido de amor, às florestas selvagens do êxtase sensual e de admiração. 
Ela não vai fugir da sua "escuridão", porque a sua escuridão não vai assustá-la. 
Ela falará palavras que a sua alma entende.

É um risco enorme amar uma mulher desperta, porque de repente não há um lugar para se esconder. Ela vê tudo, para que ela possa amar com profundidade. 
Amar uma mulher como essa é escolher começar a viver com a sua alma no fogo. Sua vida nunca mais será a mesma, uma vez que convidou essa energia para entrar. 

Certifique-se, caso escolha amar uma mulher desperta de que escolheu por não passar o resto da vida olhando para trás sobre o seu ombro, tentando enxergar mais uma vez a visão turva de mistério feminino que desapareceu de sua vista. 

Pois ela terá voltado para as estrelas e galáxias distantes do céu...de onde ela veio.


Sophie Bashford

28/12/2015

Feliz Natal!


Gostaria de compartilhar meus agradecimentos e vibrações para o ano que se aproxima! E para isso resolvi resgatar um antigo hábito de escrever uma cartinha ao Bom Velhinho, espero que ela te inspire a escrever a sua também...

Querido Papai Noel,

Sou eu mesma, aquela menina que tinha pavor só em ouvir o seu nome ou o seu sininho, aquela, que mesmo com medo ficava procurando o rastro de seu trenó no céu escuro na noite de natal.
Aquela menina que antes tinha medo do senhor, cresceu e hoje tem receio mesmo dos valores invertidos, da falsidade, da hipocrisia, da miséria, das falta de educação e oportunidades.

Lembro-me com carinho de cada presente que o senhor me trouxe: bonecas, joguinhos, bicicleta, balanço, piscininha, patins...
Sabe Bom Velinho, esse ano foi incrível, um divisor de águas. Foi durante esse período que mergulhei em meu universo infinito e descobri coisas interessantes sobre mim mesma; foi também em 2015 que ganhei presentes em forma de pessoas, até do outro lado do oceano fiz verdadeiros laços de carinho e afeto. Tive a oportunidade de reencontrar aqueles Seres, que como eu, também estão inquietos diante da realidade e querem fazer a diferença!

Hoje o meu pedido é outro, peço apenas que permita que eu continue achando graça nas coisas simples, que eu continue a me encantar com um pôr do sol, a me surpreender com o surgimento de um arco-íris, que a felicidade que eu sinto quando estou em contato com o mar permaneça comigo, que os banhos de chuva e cachoeira continuem sendo constantes em minha vida, que eu perceba o simples pousar de uma borboleta, que as noites de lua cheia continuem me inspirando, que eu continue adorando assoprar  as Dentes -de- Leão, que o perfume das damas da noite continuem me fascinando e que eu continue me surpreendendo com os doces encontros que a vida me proporciona.

Obrigada queridos por fazerem parte da minha vida e por torna-la mais colorida!

Que possamos ter coragem para modificar as coisas que podemos modificar, serenidade  para aceitar as coisas que não dependem de nós e sabedoria para distinguir umas das outras.

Um feliz Natal a vocês que tornaram meu ano ainda mais especial e transformador!

Definitivamente somos capazes de criar realidades

24/10 - Antes de minha viagem, pesquisava lugares incríveis em Portugal, aqueles de tirar o fôlego e encher de cor o nosso dia, o nome do “sítio” – Ribeira do Cavalo.

E hoje foi o dia em que meus olhos mal podiam acreditar no que estavam a ver – mesmo o nublado do céu não ofuscou tamanha luz daquele lugar.

Delicadamente pintado aquele cenário ficou registrado em minhas mais doces lembranças.






"Cá estou"


Circulo em locais onde não entraria se estivesse em meu País
Entro, observo, sinto e escuto o silêncio e aprendo

Aqui, tudo ensina – igrejas, muros, azulejos, ruas, quadros... Tudo conta história de outrora

Séculos XIII, XIV, XV... Todos delicadamente registrados por ai...

Sigo atenta a cada sinal, por aqui qualquer detalhe é uma grande revelação, uma doce descoberta.


Que bom que escolhi “cá estar”!

Sobre viver fora de casa


Em 17 de outubro de 2015 viajo rumo à realização de um sonho – o de viver na Europa e me entregar de coração a essa experiência de estar longe de casa, mas perto de mim. Parti com o coração transbordando de alegria e ao mesmo tempo com uma sensação de estar deixando o lar, mas confesso -  no segundo dia estando aqui sinto que esse também é o meu lar, aquele que escolhi.

Aproximadamente 15 horas de viagem e muitos encontros no caminho – branco, negro, chinês, gente alta, outros nem tanto, línguas fáceis de identificar e outras que não faço ideia de onde é, mas o fato é estar no mundo, se dispor a “sair de casa” é descobrir a diversidade. E estou amando cada conquista. 

Um simples ato de andar de metro me faz feliz, fico atenta a cada pessoa que por mim passa, tento identificar sua nacionalidade, e fico a imaginar qual seria a sua história, o que a move, que sonhos tens. É tão maluco, mas acho que o processo de  “voltar à casa” envolve olhar o outro com amor e cuidado, e assim inúmeras informações sobre mim mesma surgem como num passe de mágica.


Certa vez li que a melhor forma de estar em contato com o nosso Ser é estando sozinha, é no vazio que conseguimos sentir a presença do nosso Eu superior. Por isso resolvi vivenciar essa experiência, de peito e alma. O que irá acontecer eu ainda não sei, mas sinto meu coração vibrar, e nesse momento da minha vida, isso por si só basta.